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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O que você pode fazer pelo seu carro

Como todo equipamento, um carro exige alguns cuidados básicos para ter uma vida mais longa. Se forem bem tratados, os veículos atuais podem rodar por muitos anos sem maiores problemas. Além disso, essas medidas preventivas, além de representar economia e segurança, garantem a valorização de seu patrimônio na hora da revenda. 

ALINHAMENTO
Junto com o balanceamento e o rodízio de pneus, o alinhamento é vital para a segurança, conservação e maior economia. Recomenda-se executar esses serviços a cada 10000 quilômetros para evitar o consumo prematuro dos pneus, o desequilíbrio do carro e o desgaste do sistema de suspensão e da direção.

BANCOS
Mesmo os revestidos de tecido sintético, que são bem mais resistentes, mancham. Vazamentos de produtos químicos, alimentos líquidos ou pastosos e barro encabeçam a lista dos maiores responsáveis pela sujeira. Para uma limpeza profunda, procure uma empresa de confiança para a lavagem. Os de plástico podem ser limpos com um pano úmido. Porém, é importante não deixar que a sujeira, ou a poeira em excesso, se acumule. Bancos revestidos de couro também necessitam de cuidados. Para limpá-los, use um pano umedecido. O couro de boa procedência é impermeável e não encharca, nem fica quebradiço com o tempo. O ideal é hidratar o couro com vaselina líquida a cada seis meses. Retire o pó e aplique a vaselina. Tire o excesso e espere três horas até o couro absorver o produto. Em regiões mais quentes e úmidas, essa manutenção deve ser feita a cada dois meses. Procure estacionar sempre à sombra, pois o sol tende a ressecar o couro, causando rachaduras irrecuperáveis em sua superfície.

CATALISADOR
É um dispositivo instalado no escapamento com a função de transformar substâncias poluentes em gases menos nocivos à atmosfera. Dependendo da qualidade do combustível utilizado, pode durar 80000 quilômetros. Porém, está sujeito a danos especialmente por estar instalado na parte inferior do veículo. Evite entrar em poças de água profundas e procure desviar de pedras maiores, que podem causar estragos. Catalisador danificado perde a eficiência, já que seus elementos internos, de cerâmica, se desfazem e não conseguem mais transformar os gases. E um novo custa bem caro.

ESCAPAMENTO
Com o uso constante, sofre desgaste provocado pelos resíduos corrosivos de combustível e óleo e deve ser trocado sempre que apresentar buracos ou rachaduras, para não comprometer o bom desempenho do motor. Composto por câmaras de expansão, conversores catalíticos e tubos, é o sistema responsável por recolher e eliminar os gases queimados no processo de combustão no motor, bem como pela redução do nível de ruído produzido por seu funcionamento, graças a um silenciador interno. Ele abafa o ruído do escape. Dentro do silenciador, há tubos perfurados e defletores que desviam o fluxo do gás, reduzindo sua velocidade e a pressão. Isso diminui as vibrações e o ruído.

LUZES
O bom funcionamento das luzes é fundamental em um veículo e pode evitar situações de perigo. E não só os faróis. Lanternas, piscas, luzes de freio e de ré, iluminação interna, luzes do painel, bem como a fonte de energia – a bateria –, devem ser constantemente checados para que não haja surpresas. No caso da bateria, observe se os cabos estão oxidados (geralmente há o acúmulo de um pó pastoso esbranquiçado), ou se estão frouxos ou soltos.

LIMPADOR DE PÁRA-BRISA
É um equipamento de primeira necessidade. Seu bom funcionamento é sinônimo de segurança, em dias de neblina ou chuva. Verifique periodicamente a pressão do braço do limpador, a borracha das palhetas (se ela passa e deixa marcas no vidro, está na hora de trocá-las), bem como o jato do esguicho de água do pára-brisa.

Caso haja dúvidas ou sejam necessárias mais informações sobre determinado(s) tópico(s) enviem através dos comentários.
Até a próxima.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dá para confiar nos chineses?



Em uma recente pesquisa encomendada pela revista Quatro Rodas, proprietários de veículos de marcas chinesas como JAC, CHERY e LIFAN, foram questionados sobre os prós e contras de se ter um veículo "da China".
Para mim particularmente, os resultados da pesquisa foram surpreendentes. 
A pesquisa inédita – que entrevistou 104 donos de 11 modelos e cinco marcas espalhadas pelo Brasil inteiro – revelou que a maioria está feliz com sua compra e não poupou elogios quanto à modernidade, confiabilidade e custo-benefício dos veículos. Segundo a pesquisa, “87% dos donos se disseram satisfeitos com o carro chinês, 32% afirmaram que tiveram as expectativas superadas, 50% deram nota acima de 9, 30% deram nota 10 para o índice de satisfação geral e apenas 13% ficaram frutados”. Além disso, de acordo com a pesquisa, “88% disseram que comprariam de novo um modelo de uma montadora chinesa”. Do número total de entrevistados, 50% são proprietários de veículos Chery, enquanto os 50% restantes estão divididos entre outras quatro marcas. 
Não que eu goste das marcas chinesas. Porém a rapidez com que as marcas estão se estabelecendo e entrando no gosto da população, poderá (se não houver um alto investimento e planejamento) comprometer setores como pós-vendas e peças dessas respectivas marcas. 
Por hora, eles estão atendendo a demanda e aparentemente superando as expectativas. Aguardemos então nossos amigos chineses provarem a que vieram.

Até a próxima,

Bruno Alarico

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

veja como fazer transferência de carga (chupeta), na bateria do seu carro.

A cena não é rara. Você acorda atrasada e quando vai dar a partida o motor do carro não funciona. Após insistir algumas vezes, nada. Observa daqui, dali e a conclusão é que a bateria arriou. Bem, você já ouviu falar na ligação direta entre baterias comumente chamada de “chupeta”, que é uma solução para os casos de bateria descarregada? Até então tudo bem, mas você sabe como executar esse serviço sem correr o risco de danificar seriamente a parte elétrica do veículo?
Podem ficar despreocupadas, que esse tipo de procedimento não é prejudicial ao carro, porém, desde que tomados os devidos cuidados para evitar até mesmo um acidente de maiores proporções. Abaixo listamos todos os cuidados a serem tomados nessa situação de emergência.
Em primeiro lugar é preciso providenciar os cabos adequados. Geralmente são confeccionados em duas cores, um vermelho e outro preto. Nem tente imaginar a possibilidade de fazer esse procedimento com fios domésticos, pois podem provocar acidentes graves. Também é importante que os cabos estejam em boas condições. Normalmente o zelador do prédio ou mesmo na portaria dos edifícios existe um cabo desses. Mas fique atento, verifique se não há emendas nem partes descascadas.

De posse do cabo é preciso uma bateria auxiliar, que pode ser outro carro. O ideal é que a amperagem de ambas as baterias sejam iguais, pois capacidades diferentes podem provocar danos ao sistema elétrico de um ou mesmo de ambos os veículos durante o processo de transferência de carga.  Na condição de se utilizar a bateria instalada em outro carro é importante que as carrocerias não se toquem. Desligue tudo que consome energia nos dois veículos, luzes internas, ar-condicionado, som, etc. Se estiver na rua não deixe de sinalizar e, nesse caso, o carro com a bateria auxiliar deverá estar com o pisca-alerta ligado.
Acione o freio de mão e se estiver em aclive ou declive utilize calços para assegurar que os carros não irão se mover. Verifique antes onde se encontram os pólos positivos de cada bateria. Normalmente são aqueles cobertos por uma capa.

Mantenha o veículo com a bateria auxiliar em funcionamento. Comece ligando os pólos positivos. Utilize o cabo de cor vermelha, é um padrão estabelecido. Conecte o cabo primeiramente ao pólo positivo da bateria auxiliar, depois ao pólo positivo da bateria descarregada. Tome todo o cuidado para o cabo não encostar em nada, principalmente no pólo negativo.

Em seguida, faça a conexão dos pólos negativos, começando pela bateria auxiliar. Agora utilize o cabo de cor preta. Como citado anteriormente é um padrão, por isso vale a pena seguir essa regra, já que quando for repetir esse procedimento dificilmente vai errar os pólos e cometer um acidente.







Depois de conectar os cabos corretamente dê a partida no veiculo com a bateria descarregada. Se funcionar, ótimo, a bateria descarregou mesmo. Se não conseguir após algumas tentativas, não insista. Quatro ou cinco tentativas é o suficiente. Nesse caso só resto levar o automóvel ao mecânico. Após o funcionamento ou algumas tentativas desconecte os cabos, agora na seqüência inversa, ou seja, comece pelo cabo ligado aos pólos negativos.

Com o carro em funcionamento não será preciso aguardar até que a bateria carregue. Já é possível colocá-lo em movimento logo em seguida. Caso você não saia de imediato é preciso aguardar em torno de 10 a 15 minutos para que a bateria carregue totalmente e assim tenha carga suficiente para uma nova partida (caso ela tenha descarregado, mas ainda esteja em boas condições de segurar a carga).

Depois do transtorno é bom investigar a causa da bateria ter descarregado. Em alguns casos ela pode indicar que sua vida útil já está no fim. Em outros, pode ser uma luz interna que ficou ligada por várias horas, um farol aceso por muito tempo, etc. O importante é saber o que aconteceu para não ficar na mão outra vez.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cuidados com o motor do seu carro

Atenção proprietárias, Renault convoca recall de 10.578 unidades de Logan e Sandero

 Um problema na caixa de direção dos modelos Sandero e Logan, que pode travar e causar acidentes, obrigou a Renault a convocar 10.578 unidades dos veículos. O recall, anunciado nesta terça-feira (24), inclui também a versão Stepway do Sandero.
A Renault pede aos proprietários das unidades afetadas pelo recall que compareçam a concessionárias da marca, para verificação e, em caso de constatação do problema, troca do componente. A empresa também garante que “todos os clientes envolvidos nesta convocação receberão uma comunicação”. Para mais informações, Renault oferece o Serviço de Atendimento ao Cliente (0800 555 615) e o email sac.brasil@renault.com, além do site www.renault.com.br. Confira as numerações de chassis envolvidas:

Renault Sandero 2012
Final de Chassis: CJ840383 a CJ932550
Renault Sandero Stepway 2012
Final de Chassis: CJ856414 a CJ917170
Renault Logan 2012
Final de Chassis: CJ893124 a CJ 937030

Admissão e escape

No ano passado, a Renault convocou proprietários de Logan e Sandero (além de Clio), fabricados em 2010, para substituir as travas das válvulas de admissão e escape do motor, que poderiam quebrar e danificar o bloco.

Óleo lubrificante,qual usar e quando trocar?

A principal dúvida sobre óleo para motores é uma só: que tipo de óleo usar no meu carro? A resposta é bem simples: o que estiver indicado no manual do proprietário. Mas, acalme-se, a idéia aqui não é comentar o óbvio, mas sim abrir seus olhos para esse importante assunto na manutenção do seu veículo.

Para saber qual é o lubrificante correto para seu veículo consulte o "Manual do Proprietário" na seção referente a manutenção. É simples e rápido. Lembre-se de observar os dados referentes a viscosidade (SAE) e ao desempenho (API) e grave esses números. Outra possibilidade é conferir as tabelas de recomendação disponíveis nos postos de serviço. Conheça os tipos de óleo:

Óleo mineral multiviscoso - O mineral multiviscoso é o mais comum no mercado. Esse tipo de óleo é adequado para qualquer motor, sendo ele de qualquer cilindrada ou combustível. Sua principal característica é adaptar a viscosidade de acordo com a temperatura de funcionamento do motor.
 Vamos tomar como exemplo o 15W40. O primeiro número indica a viscosidade do óleo em uma temperatura baixa, como na hora da partida, e o segundo indica a viscosidade à temperatura operacional. Quanto menor o primeiro número, mais fino é o óleo e quanto maior o segundo, mais grosso. O cuidado necessário é efetuar as trocas antes de atingir o limite de quilometragem, nesse tipo de óleo recomendada a cada 5 mil quilômetros. Caso passe despercebido, com o tempo provoca alto índice de carbonização interna do motor que, a partir de então, fica sujeito a falhas e quebras.

Óleo semi-sintético - O semi-sintético é o óleo que mistura a base sintética com a mineral. Esse tipo é recomendado para motores mais potentes que trabalham em altas rotações. Mas, nada impede seu uso em motores menos potentes. Provoca menos carbonização interna e contribui para amenizar o atrito entre as peças internas do motor, principalmente durante a partida, quando a maior parte do óleo encontra-se em repouso no cárter – reservatório do óleo. Ele também é do tipo multiviscoso. A troca é recomendada pela maioria dos fabricantes a cada 10 mil quilômetros, mas convém efetuá-la antes disso, por volta dos 8 mil.

Óleo sintético - Os sintéticos são os mais elaborados e caros e prometem manter a viscosidade constante, independentemente da temperatura de funcionamento do motor. Com essa característica a tendência é não carbonizar o motor. São indicados para os modelos esportivos que trabalham em regimes mais severos. A troca é recomendada a cada 20 mil quilômetros, mas é bom ficar sempre atento ao nível.

O mais importante de tudo é usar um único tipo de óleo e, de preferência, da mesma marca. Em princípio, os óleos automotivos são compatíveis entre si, sendo até possível misturar marcas diferentes. Porém é preciso tomar o devido cuidado de usar produtos de um mesmo nível de desempenho (API) - sigla em inglês de Instituto Americano do Petróleo, uma classificação de duas letras que informa o tipo de motor para o qual o óleo se destina (gasolina ou diesel) e o nível de qualidade.
 Também não se esquecer do mesmo índice de viscosidade (SAE) - sigla em inglês para Sociedade de Engenharia Automotiva, que classifica os lubrificantes automotivos em faixas de viscosidade. No entanto, a melhor alternativa ainda é evitar esse procedimento. Uma observação importante é nunca misturar óleo mineral com óleo sintético. O tempo de troca também varia de modelo para modelo.

Para evitar formação de borra em seu motor use sempre o oleo recomendado pelo fabricante.

domingo, 22 de janeiro de 2012

quando trocar a correia dentada?

A correia dentada do motor deve ser checada quando completar 40.000 km. E deve ser substituído de acordo com a indicação do fabricante, caso contrário a mesma deve ser substituída dependendo do modelo por volta dos 50.000 a 80.000 kms. Após essa quilometragem, a correia perde sua eficiência e pode causar uma ruptura, que acarreta diversos danos ao motor.
Veja abaixo fotos que mostram uma correia em bom estado e outra já deteriorada.



Não se esqueça de analisar também o tencionador da correia, quando o mesmo for genuíno (peça que vem de fábrica no veículo) deve ser adotado os procedimentos indicados pelo fabricante ou analisar ruído e/ou folga.
Já quando a peça for original ou paralelo deve-se substituir junto com a correia.